BPM-Day 2013 Porto Alegre

Dia 28 de maio estive presente ao BPM-Day 2013 de Porto Alegre. O evento foi organizado pela ABPMP-Brazil (sim, “Brazil” com “z”). O público foi significativo e as palestras, na sua maioria, apresentaram cases de modelagem e automação de processos nas organizações. O ponto negativo ficou com as mesas redondas, com um nível muito fraco nas discussões. Provavelmente uma indicação de que o tema ainda está muito imaturo na comunidade.

A ABPMP-Brazil está fazendo um grande e valoroso esforço de divulgar a organização, os conceitos de Gerenciamento de Processos e seu CBOK. Eles seguem uma estrutura muito semelhante ao do PMI, organizado em capítulos pelo mundo, e aparentemente querem fazer dinheiro com seu BOK e a venda de certificações.

BPM cumpre a promessa de trazer TI para o controle da área de negócio?

O que chamou mais a minha atenção foi a baixa complexidade das soluções apresentadas nos cases. Ou seja, as aplicações implementadas eram muito simples do ponto de vista da tecnologia. Porém, era perceptível que ao apresentarem suas soluções todos os palestrantes o faziam com grande orgulho e satisfação com os resultados. Não eram palestrantes da área de TI. Ao contrário, todos eram gestores de negócio.

Foi então que eu percebi que parte da satisfação estava no fato dos palestrantes estarem apresentando um sistema que fora especificado por eles mesmos, sendo que em sua quase totalidade estas pessoas não eram da área de TI, eram da área de negócio de suas empresas. Esta sempre foi uma das promessas do BPM: trazer TI para a linguagem do usuário de negócio.

Se a promessa será cumprida ou não, não sei dizer. Mas neste momento, ao ver aqueles gestores de negócio apresentando suas soluções com muita propriedade, me pareceu que há algo aí para ser avaliado.

Zero Code Hypothesis

Alguns fornecedores de Automação de Processos divulgam que é possível através de suas ferramentas desenvolver processos sem o envolvimento da área de TI: a área de negócio seria capaz de modelar e implementar a automação de um processo sem necessidade de código ou de conhecimentos tecnológicos, apenas com conhecimentos de negócio.

Uma contra-vertente diz que apesar de isto já ser possível, o resultado pode ser pior do que o esperado.

Para ler mais, eu sugiro o seguinte link:

http://www.bp-3.com/blogs/2013/04/the-zero-code-hypothesis/

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Sobre Marcos Abreu

Eu tenho atuado como consultor desde 1999. Por uma série de motivos pude exercer a função em diferentes tipos de organizações e áreas de negócio: TI, indústria automobilística, seguros, petróleo, construção civil, serviços e governo. Ministro aulas através da minha empresa - www.dioma.com.br - e cursos de especialização em diversas universidades.
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